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Os Sítios da Água

Exposições
Data: 22 de outubro - 31 de dezembro

Local: Complexo Cultural da Levada de Tomar, IPT, CEFT

Exposição

 

Os Sítios da Água são uma outra e nova estação do manifesto implícito do grupo “Convergências":    Valorizar, pela arte, as dádivas da Terra, das quais a humanidade tem vindo a abusar com uma sofreguidão que as esgota e definha;    Recordar, pela arte, que habitamos a nossa própria lixeira, pisamos a nossa terra estéril e damos aos nossos filhos a água que sujamos.    Assim nós, os ricos, morreremos à sombra dos nossos despojos, enquanto outros povos, desconhecedores da abundância, asfixiam pelo pó e pela sede.

Mas … a arte resolve?
Não, no imediato pode até piorar as coisas.    Mas a arte é única na capacidade de nos refletir, de nos denunciar e de nos transformar.    É por isso que é pela arte que se educa, ou que se devia educar.    Muitos já o disseram de maneiras mais eruditas ou mais belas.    Resistimos habitualmente a citações, que podem tornar-se apropriações da credibilidade alheia; mas neste caso quer-se trazer à memória Yehudi Menuhin, ilustre violinista e humanista.    Na sua “Carta aberta ao Conselho da Europa", que é como que um testamento legado à consciência de todos nós, afirma: (…) só o exercício das artes (…) é capaz de dar origem ao verdadeiro respeito pelo próximo e ao desejo de paz que permita levar a cabo as nossas próprias realizações, bem como as realizações coletivas de todos aqueles que partilham a nossa responsabilidade para com esta Terra que sofre.

Por isso o barro - as suas artes e o seus ofícios, matéria das primeiras alquimias da humanidade, os “Sítios do Barro” 1 e 2; por isso a pedra - a sua grandeza e a sua beleza, guardiã resistente de testemunhos humanos que ainda hoje nos tornam pequenos, os “Sítios da Pedra”.    A experiência do barro e da pedra é vê-los, tocá-los.    Mas agora temos a água, que é tudo.    Cria o barro que se nos oferece ao trabalho e às coisas úteis; conforma a pedra numa luta épica que vai construindo a magna obra de arte que é o mundo; transforma-se em vida.
Mas a água também nos escapa.    Nas suas fantásticas mutações, pode ser tão suave como a nuvem que faz sonhar a criança, quanto destrutiva, com toda a sua força arrasadora.    A água não se deixa encerrar numa sala de exposições, não é coisa sua.    No caso, é até a sala de exposições que se sujeita à água, guardada pelos seus fluxos e humores.    Então como poderemos expor a água?    Evocando-a, apenas.    Pelo registo das suas manifestações oferecido aos nossos sentidos pela sensibilidade de um artista, pela reinterpretação de conceitos que lhe estão associados, pela sua evocação simbólica através de um objeto, de uma forma, de uma textura.    Mas também pelas técnicas utilizadas, aquosas por vezes, e pelos suportes, sobretudo pelo papel, que é uma obra da água.
É altura de revelar a razão da escolha, dizer porque são agora os “Sítios da Água".    Tal como o foi para o barro e para a pedra, é a memória da histórica indústria do papel de Tomar que nos faz andar.    Não chegámos aos ofícios, que se perderam, mas mantém-se o propósito.
Quando pensámos nisto dissemos, preocupados – Então vai ser só papel – mas não foi.

 

CONVERGÊNCIAS - TOMAR

 

horário
quarta a sexta, 14h00 às 17h00 | sábados e domingos, 10h00 às 12h00 e 14h00 às 17h00
+ informações
inauguração: sábado, 22 outubro, 15h30
 

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