Exposição de Flor Campino

Exposições
Data: 9 de junho - 31 de agosto

Local: Complexo Cultural da Levada

Nasci em Tomar em 1934, onde frequentei o Colégio Nuno Álvares Pereira famoso pelos seus excelentes professores. Fiz o Curso do Magistério em Évora e acabei por ir para o Porto, onde fiz o Curso Superior de Pintura na Faculdade de Belas Artes e defendi tese com distinção. Acabei o curso já a dar aulas como professora de Educação Visual. Entre 61 e 2000 vivi em Paris, onde exerci como professora de Lìngua e Cultura portuguesa. Embora permaneça muito ligada a Paris, onde nasceu e vive a minha filha, a reforma trouxe-me de novo para o Porto, onde continuo ligada às artes plásticas através de algumas galerias, nomeadamente à Árvore de que sou sócia há muitos anos, participando nas suas exposições. Embora de forma irregular expus em Paris colectivamente no Centro cultural da Gulbenkian, na Unesco, integrada no grupo Femina e depois des Femmes peintres et sculpteures no Grand Palais e individualmente na Caixa Geral de Depósitos em cuja colecção estou representada, assim como nos Centros culturais de Paris e Lisboa, na Biblioteca Nacional de Paris, na Fundação Eng. António de Almeida e em algumas colecções particulares. Passados tantos anos é com todo o gosto que faço e agradeço a possibilidade desta humilde mostra no museu da minha cidade natal.


Estas tapeçarias que aqui mostro não são recentes, mas é recente a metamorfose a que foram sujeitas algumas delas, sobretudo em cor. A que, porém, sofreu maior transformação, desde a forma à cor, foi a última com que encerrei este conjunto.  Deste trabalho direi que são variações de uma fase inspirada e condicionada pelo material especial de que pude dispor na altura e de que me apeteceu fazer qualquer coisa.
O material é pele tingida ou pintada a acrílico, processo este a que cheguei por ser o único que me garantia as formas que queria manter. Afinal a tinta também esculpe. A execução consiste em certa forma de tricotar, dar nós, entrançar e laçar. São gestos simples, mas que lidam com texturas, peso e resistência que fazem delas posições de algo materialmente abstracto, para usar uma expressão do poeta Fernando Guimarães. Daí que os nomes que lhes podia ter dado acabaram por me parecer supérfluos já que se torna evidente que são formas de desenho, modos de captar um certo tempo, tal Penélope tecendo a contra corrente.
 
Para completar esta mostra recorri a alguns pequenos formatos emoldurados e a algumas colagens que são como pequenos poemas em que se prosseguem os jogos de sombra e luz.

 

Organização: Município de Tomar – Divisão de Turismo e Cultura

 

Telefone
249 329 814
Email
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horário
uarta a domingo, 15h00 às 18h00
+ informações
inauguração: sexta, 9 junho, 18h00
Endereço
R. João Carlos Everard, 2300 Tomar, Portugal

 

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