Terá tido origem ao tempo em que a capela de Nossa Senhora do Monte, depois chamada “Senhora da Piedade”, foi restaurada no primeiro quartel do século XVII. Antigamente, exibia-se o Pendão numa das janelas da casa do Mordomo, que encabeçava a procissão. Transportava-o um cavaleiro em cavalo branco, ladeando-o outros dois. Atrás, dois anjinhos, também em cavalos, mais cavaleiros, burros enfeitados, carros e carroças decorados com verdura e flores.
O Círio desfilava pela cidade engalanada com colchas nas janelas. No final, entrava no caminho da Senhora da Piedade decorado a preceito com arcos festivos. Chegado ao terreiro, o Pendão era conduzido pelo Mordomo para a capela, onde ficava junto ao altar durante a missa. Depois... arraial com música, fogaças, petiscos, bailarico e bolos tradicionais. Retomado em 1974, depois de interrupção verificada em 1928, realiza-se no primeiro Domingo de Setembro.
O cortejo profano forma-se na Mata dos Sete Montes seguindo até à Praça da República, onde se encontra com a procissão religiosa, altura em que o Pároco entrega o Pendão ao Mordomo, prosseguindo até ao Largo do Pelourinho; aí segue pela estrada enquanto a procissão sobe as Escadinhas da Senhora da Piedade, reencontrando-se à entrada da capela para a missa solene. Os arraiais, com petiscos, música, bandas filarmónicas e ranchos folclóricos, decorrem junto ao rio, no jardim da Várzea Pequena.