Há 400 anos, a 3 de outubro, uma Carta Régia de D. Filipe III de Portugal, IV de Espanha, dava resposta a um pedido da Câmara da Vila de Tomar e autorizava a realização anual de uma feira por ocasião do Dia de Santa Iria.
Nascia assim a feira que atravessaria quatro séculos e que hoje conhecemos como Feira de Santa Iria.
Ao longo de 400 anos, a Feira mudou, cresceu e acompanhou a evolução de Tomar e das suas gentes. O que começou por ser um importante espaço de comércio, onde se encontravam mercadores, artesãos e vendedores dos mais diversos produtos, atravessou gerações e tornou-se uma das mais emblemáticas tradições da cidade.
Sabia que...
Já em 1673 existia aquilo que ainda hoje conhecemos como o terrado da Feira? Os valores pagos pelos feirantes variavam consoante a atividade e o espaço ocupado. Os mercadores de panos das primeiras tendas pagavam 300 réis, um taberneiro pagava 100 réis e os vendedores de fruta, hortaliça e melões pagavam 20 réis.
E há tradições que também atravessaram os séculos. As passas, uvas, frutos secos e outros produtos de outono estavam profundamente ligados à atividade comercial da Feira, uma ligação que permanece viva na Feira das Passas.
Também as datas guardam a memória da sua história. Durante muito tempo, a Feira esteve especialmente associada aos dias 19, 20 e 21 de outubro, tendo o dia 20, Dia de Santa Iria, um lugar central. Hoje, com uma duração mais alargada e novas formas de a viver, esses dias continuam integrados no calendário do certame.
Quatro séculos depois, mudaram os tempos, os espaços, os comerciantes, os divertimentos e as formas de viver a Feira. Mas permanece a tradição e a capacidade de se renovar a cada geração.
Em 2026, celebramos o passado, vivemos o presente e continuamos a escrever a história da Feira de Santa Iria, entre 16 e 25 de outubro.
1626 - 2026, 400 anos de tradição. Uma Feira que se reinventa.

